6.18.2015

foi  de silêncio o último poema que não fiz
pois é na pausa que  habita o mais singelo verso

da falta repleta de subtextos
da página branca 
do infinito de possibilidades

sem rimas pobres ou palavras fáceis
o poema que não existiu ecoa

irresistível aos seus olhos
música plena em seus ouvidos








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