6.18.2015

foi  de silêncio o último poema que não fiz
pois é na pausa que  habita o mais singelo verso

da falta repleta de subtextos
da página branca 
do infinito de possibilidades

sem rimas pobres ou palavras fáceis
o poema que não existiu ecoa

irresistível aos seus olhos
música plena em seus ouvidos








6.05.2015

Cérebro

Miolo de noz,
foz que desagua sentidos.
Maestro da orquestra que me toca.

Em seus hemisférios duelam a razão e a emoção,
como em um baile de máscaras 
onde sapateiam mistérios e poderes infinitos