8.30.2011

Mise en Scene Mise en troppo

copia faces
e ainda não sabe quem é
pernoita no medo, no risco, na sorte

imóvel diante do espelho

na ponta do ego
um remanso de pernas pro ar

doa seu corpo ao mundo
pele, dentes, suor

diriam vagabundo
não houvesse a alcunha de ator

8.27.2011

Mise en scene mise en troppo




Fala sozinho
roendo silêncios
clamando em tom oratório
aos cantos
em versos de poema em primeira pessoa

busca rimas pra melodias
verdade pra  amores inventados
finais pra estórias sem fim

ecoando imagens dispersas
em um monólogo de poucas palavras

ele e o silêncio
criando meias realidades
pra dispersar  realidades inteiras

esquizofrênico
não houvesse a  alcunha de poeta

8.26.2011

uma grande baleia iluminada estaciona todos os dias em minha janela
e canta cantigas sempre tão inspiradas que embalam meus sonhos vespertinos