8.19.2010

Segue disforme o rosto,
posto que o moço desaprendeu a olhar.
Desconhece, desvia a cabeça ao passar
a silhueta morena,
molhados olhos inchados,
sem códigos.
Só curvas e tatuagens
indecifráveis...
... ardentes.
Na última dança,
desejou-a inteira ,
de verdade,
qual fosse a verdade
por detrás da máscara.
A moça falseava os passos
presa a mesma sorte
do desconhecido.
Seguiram virtualizando mentiras,
olhos mudaram de cor,
faces de humor
e se flertaram, mais uma vez
no desencontro

8.17.2010

Da série: Letra pra sua canção

duradouro som
sofrimento vão
infinito dó
letra sem canção

moro no fundo rua
onde a lua esconde ao amanhecer

choro porque é minha e sua
a mesma verdade, a mesma vontade de esquecer

a letra, o som, a canção