8.22.2008

Inundo de restos minha rua.
Por onde falham meus pés
existem buracos tão infinitos
que me deixo cair atordoado.
Restos de mim enchem caixas, gavetas, memórias e corações.
Acumulo o mundo nos bolsos e o esqueço ou perco pelos cantos.
Logo levanto e sigo a diante,
vagando em novas trilhas,
tropeçando em resquícios de obras inacabadas.
Poeira amontoada que o tempo engole
e o vento leva daqui pra lá, de lá pra cá...

1 comentários:

Fabiana de Brito Gomes disse...

Uma graça é registrar o momento com toda a sua sina de transitoriedade, entrega, tormento, prazer. Lindo!