5.22.2008

Enquanto durar o cigarro

Simulo a espera

trago lembranças


construo ficções

invento mentiras

(e quanto dura a vida real?)

a ansiedade vira fumaça

e a guimba salta ao chão


(ainda há tempo?)


Piso em cima,
convencido de que este é o último

5.12.2008

ouvi a luz que incendeia

do resto de vírus que sai da sua boca
do pouco da festa que deixa a luz rouca

devoro teu nome na ceia

me perco nas cores da fala
vejo e cheiro o segredo que cala

injeto mistérios na veia