O olho nu pode ver-te só
Vestida de lua, pintada de céu
Olhando no espelho
Posando de musa
Criando um palco de reflexos obtusos
Onde você, Lua, é o olho
E o olho treme de desejo de ser você
Por isso deténs o poder
Por tua misteriosa beleza
E misturam-se os sentidos
Confundem-te com a vida e te chamam de loucura
E não sabem que ambas te pertencem
Quando do teu seio jorrar a palavra que encerra
Achar-se-á ainda mais bela
Para recomeçar a despir-se para o olho
E se as lágrimas ascenderem
Arrancarás o suspiro ofegante
De quem se entrega ao feitiço da fêmea
E devorarás aquele olho
Para fazê-lo renascer

0 comentários:
Postar um comentário