
Atiro pedras e interrogações,
Como se o destino pudesse responder de alguma forma.
Quais são as formas do destino?
Como prever a desordem em detrimento da ordem?
Qual é a ordem do dia?
Um dia novo de velhas vontades alheias?
Vontade de ser outro como no teatro?
Vontade de ser o que eu quero que seja?
Preso em labirintos sou vontade de eu mesmo?
Como calar a voz das opções se nos sobram esquinas?
Quantos são os teatros, quantos são os teus atos, minhas dúvidas?
Como falar de amor sem tocar em espinhos?
Troca de pés e caminhos, quem falou que é amor?
Se te entrego a outros eus me protejo de você?
E se todos somos vários quem de nós será eu?
Quantos fins terão minhas idéias, minhas histórias, meus amores?

1 comentários:
Este poema é a base da construção do roteiro do curta-metragem ?FIM de Geuder Martins
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